sábado, 21 de fevereiro de 2009

Ao medo.

Foi quando construi uma casa com tijolos legendados e cimentos de sonhos. Mas veio o vento e disse que os sonhos são frágeis demais para unir tijolos com significado.
E então descobri que não são só os lugares fechados que me fazem sentir falta de ar. E que não é só o escuro que me faz querer cobrir a cabeça com a coberta e desejar dormir logo.
Oh, senhor arquiteto, o vento que faz tremer essa casinha também me amedronta. Ele quer roubar cada pedacinho, cada tijolinho.
Seremos nós, capazes de colocá-los novamente no lugar?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Pra dizer que não falei dos espinhos.

Enquanto a vida caminhava bem, eu me lembrava dos sorrisos, da chuva, e do vazinho de flores da minha mãe lá em frente à imagem do Sagrado Coração de Maria que fica na estante da sala, ao lado da TV, onde na maioria das vezes a gente busca o contrario que essa imagem, ali ao lado representa.
Paralelos. E incompatíveis ao mesmo tempo.
Mas mesmo assim me lembrava.
Porém quando a vidinha virava de ponta cabeça (na verdade movia lá seus 2 graus de ângulo e olhe lá), nem sorriso, nem chuva, nem flores, muito menos o Sagrado Coração e tudo o que ele representa... nada me lembrava as boas coisas. As doces coisas. Sim, pare e pense bem, elas tem gosto. E cheiro.;
Só me lembrava o miojo ruim que eu tive que comer no verão de 2005 por causa de uma intoxicação alimentar, lá na praia. E do meu joelho machucado, que não pode mais jogar vôlei. E de mais um zilhão de coisas.
Pra dizer que não falei das flores... Porém na verdade não falamos dos espinhos. Que são necessários. Tem seus propósitos. E que precisamos aprender a aceitar. Lembra-se menos do gosto ruim do miojo quando se faz isso. E da dor no joelho também, mas NÃO, eu ainda não desisti do vôlei, nem de tocar violão, que já é uma outra história...

Uma flor e um espinho. Caminhando e cantando.