O que faz as folhas das arvores caírem e assustarem as formigas tem a mesma força de fazer outra coisa proporcionalmente maior cair para assustar os seres humanos?
As vezes, coisas que ninguem vê, coisas que só o coração vê, vem assustar os sonhos. E se assim, eu for tão pequenininha, pra quê os 1,72 cm, já penso! Se ser inútil tem sentido, pra mim é esse.
Mas mesmo assim, Tu abres uma portinha aí de cima, por vez ou outra, pra me dar coragem: de falar, de tocar, de fazer, até de sorrir...
Se o tempo, cruel, vem pesando com seus passos impassíveis, nessa hora, apenas nessas horas, eu posso pará-lo. E entao, sinto na inutilidade, quanto amor existe quando a gente é inutil. E assim, sem interesse, já sei que posso ir com meus sonhos. Mas uma vez...
domingo, 27 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Resposta para querida Angélica - por Karina Casaçola Cinel
Hoje, quem dormiu com as luzes acesas fui eu. . . Sonhei novamente que eu havia me perdido dos teus caminhos inventados. E sem caber de imaginar, por volta e meia, algum pesadelo vem querer provar que já é tarde demais, que o tempo para nós já se esgotou. É então que preciso que você volte para desmentir, que volte para me dar aquele abraço que suga todos esses meus pensamentos ruins fazendo-me esquecer tudo, e que volte por ser o pedacinho mais belo que existe dentro do meu coração. E, novamente, aos teus caminhos, eu entrego o nosso encontro, para que nele nunca mais tenhamos de dormir com as luzes acesas, para nele possamos viver em sol, la e mi menor. . . entenda.
- http://karinacinel.blogspot.com/
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Carta para a Querida Karina
Quantas cartas digitalizadas são precisas para valer uma escrita, daquelas que a gente guarda numa caixa de recordações?
Essas caixas que voce têm por toda parte do quarto, um quarto todo de caixinhas. Um quarto que é uma caixinha, onde minhas lembranças são guardadas, como papeizinhos coloridos, cada um com uma frase, um dia, um sorriso diferente.
Num mundo que eu não escolhi, tem um caminho que eu pude inventar. Só inventei porque sei que no fim, só eu vou saber por onde voltar. E assim, só vou trazer comigo quem eu quero.
Nesse mundo que eu nao escolhi, eu sinto falta de quando você vinha me tocar com a ponta dos seus dedos mágicos, só pra me dizer que esse mundo pode sim, ser do jeito que nós queremos.
E a sua magia atravessa às vezes a tela do meu computador, faz trazer suas cores. Os seus tons, só seus, que eu ja decorei faz tanto tempo.
Há ainda tanto tempo..
Que talvez seja pouco para recuperar os nossos tempos. Um pesadelo, por volta e meia, vem me dizer que já é tarde demais, que o tempo que é muito, para nós se esgotou. Que o tempo, por muito, traz também muitos outros. Esses outros, seres que ganham os corações e nao deixam espaço para espaços antigos, e fim!
Mas eu sempre acordo e vou ler um livrinho do menino de cabelos dourados que não me deixa mais esquecer o que realmente nos importa. Vejo com o coração.
E assim reaprendo a cada pesadelo que a saudade, mesmo que de uma forma ruim, ainda sim é uma forma de amor.
Porém, só o que queria que todo mundo entendesse, enfim, nesse mundo que nós nunca escolhemos, é que talvez eu só preciso de pontas de dedos mágicos, uma vez ou outra sequer. Que eu só preciso que me compartilhe alguns desses seus pedacinhos. Pois, tudo fica mais belo, e útil, quando pelo meu mundo, vem a passar o seu coração...
Essas caixas que voce têm por toda parte do quarto, um quarto todo de caixinhas. Um quarto que é uma caixinha, onde minhas lembranças são guardadas, como papeizinhos coloridos, cada um com uma frase, um dia, um sorriso diferente.
Num mundo que eu não escolhi, tem um caminho que eu pude inventar. Só inventei porque sei que no fim, só eu vou saber por onde voltar. E assim, só vou trazer comigo quem eu quero.
Nesse mundo que eu nao escolhi, eu sinto falta de quando você vinha me tocar com a ponta dos seus dedos mágicos, só pra me dizer que esse mundo pode sim, ser do jeito que nós queremos.
E a sua magia atravessa às vezes a tela do meu computador, faz trazer suas cores. Os seus tons, só seus, que eu ja decorei faz tanto tempo.
Há ainda tanto tempo..
Que talvez seja pouco para recuperar os nossos tempos. Um pesadelo, por volta e meia, vem me dizer que já é tarde demais, que o tempo que é muito, para nós se esgotou. Que o tempo, por muito, traz também muitos outros. Esses outros, seres que ganham os corações e nao deixam espaço para espaços antigos, e fim!
Mas eu sempre acordo e vou ler um livrinho do menino de cabelos dourados que não me deixa mais esquecer o que realmente nos importa. Vejo com o coração.
E assim reaprendo a cada pesadelo que a saudade, mesmo que de uma forma ruim, ainda sim é uma forma de amor.
Porém, só o que queria que todo mundo entendesse, enfim, nesse mundo que nós nunca escolhemos, é que talvez eu só preciso de pontas de dedos mágicos, uma vez ou outra sequer. Que eu só preciso que me compartilhe alguns desses seus pedacinhos. Pois, tudo fica mais belo, e útil, quando pelo meu mundo, vem a passar o seu coração...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Déjà Vu
Essa noite, veio de novo o menino do violão com sua nova música feita pra mim. Nem me lembro da música, nem me lembro onde eu etava. Só lembro que ele me disse o quanto meus olhos estavam tristes aquela noite. E antes que ele perguntasse qualquer coisa, resolvi logo acordar.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Intimidade
E então eu comecei a falar. Sobre o dia, sobre o tempo, sobre o passarinho que passou pela janela.
Falei até do que sei que você já está cansado de ouvir. Falei tanto até a boca ficar seca, e ainda assim, continuei a falar. Foi uma letra atrás da outra, todas se juntando pra formar tantas, mas tantas palavras. Quantas mais possíveis, pra que eu pudesse formar um muro entre eu e você, pra que eu pudesse me esconder.
Mas então, quando pensava em mais tantas palavras, você de um golpe só quebrou meu muro e fez silêncio em mim.
E eu, que não tinha mais onde me esconder, só quis feichar os olhos, mas nem isso você me permitiu:
- 'Dexa aberto as tuas portas, que eu vou entrar aí dentro pra nunca mais você precisar dormir com as luzes acesas'
Falei até do que sei que você já está cansado de ouvir. Falei tanto até a boca ficar seca, e ainda assim, continuei a falar. Foi uma letra atrás da outra, todas se juntando pra formar tantas, mas tantas palavras. Quantas mais possíveis, pra que eu pudesse formar um muro entre eu e você, pra que eu pudesse me esconder.
Mas então, quando pensava em mais tantas palavras, você de um golpe só quebrou meu muro e fez silêncio em mim.
E eu, que não tinha mais onde me esconder, só quis feichar os olhos, mas nem isso você me permitiu:
- 'Dexa aberto as tuas portas, que eu vou entrar aí dentro pra nunca mais você precisar dormir com as luzes acesas'
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Faxina
Acumula sujeira, em cada cantinho, no interior, no meu eu. Então, quando vejo que já nao cabe mais nada, peço pra que limpem, que me desacumulem. E eles pegam uma mangueira de jardim, e tudo de ruim escoa pelo canto dos meus olhos.
Então, deixem que a sujeira saia em paz, deixem que a água venha molhar todo meu rosto, uma vez ou outra, afinal. E é só isso, mais nada.
Então, deixem que a sujeira saia em paz, deixem que a água venha molhar todo meu rosto, uma vez ou outra, afinal. E é só isso, mais nada.
domingo, 11 de outubro de 2009
Borboleta
É como um processo. Fica recolhido a maior parte da vida, escondido, se alimentando, sem ninguem ver. E então chega uma hora que se fecha, porque o medo do mundo cria o casulo, onde ele possa se esconder. Por lá fica, só se preparando, ou só esperando ser preparado. E então, chega a hora. Ele não quer, está acostumado a fiquer quetinho, acomodado com o casulo, mas sabe que chegou a hora de sair. E se esforça, rompe a casca do medo e sai voando. E percebe que não é tão ruim assim, e que pode se arriscar a ir cada vez mais alto, e mais alto...
Será assim afinal, como o meu, todo coração de menina?
Será assim afinal, como o meu, todo coração de menina?
Surpreendida.
Foi num só golpe que peguei teu olhar em mim, freiei o medo do pensamento e apanhei a lagrima que ia cair e rolar pelo meu rosto até esconder o sorriso que, em meio a isso tudo, nem tive tempo de tentar esconder.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Falha
Um dia abri uma caixinha e apanhei várias palavras soltas. Entre elas, notei que algumas lutavam, sem sucesso, para expressar seu significado.
Olhei o 'amor' e a 'saudade', e vi quão pequenininhas eram, comparadas com o que eu sentia ao lembrar que tenho uma estrela, e um moço me esperando nela.
As escolhi então como minhas favoritas.
Peguei o resto das palavras e com elas escrevi várias cartas. Não só pro moço, mas a todos que estas novas palavras favoritas me faziam lembrar.
E as guardei na mesma caixa. E a deixei em algum lugar do meu guarda-roupa.
E este so tornou o lugar mais bonito e intocável do meu quarto. E o medo já não pode entrar mais.
(...)
Queridas palavras, mesmo sendo úteis às minhas cartas, sinto dizer que não devo utiliza-las novamente, pois àqueles que me são importantes, devo encontrar uma forma mais eficaz de lhes mostrar meus sentimentos. Nada mais pela metade! Obrigado por seus serviços por enquanto, até mais.
Olhei o 'amor' e a 'saudade', e vi quão pequenininhas eram, comparadas com o que eu sentia ao lembrar que tenho uma estrela, e um moço me esperando nela.
As escolhi então como minhas favoritas.
Peguei o resto das palavras e com elas escrevi várias cartas. Não só pro moço, mas a todos que estas novas palavras favoritas me faziam lembrar.
E as guardei na mesma caixa. E a deixei em algum lugar do meu guarda-roupa.
E este so tornou o lugar mais bonito e intocável do meu quarto. E o medo já não pode entrar mais.
(...)
Queridas palavras, mesmo sendo úteis às minhas cartas, sinto dizer que não devo utiliza-las novamente, pois àqueles que me são importantes, devo encontrar uma forma mais eficaz de lhes mostrar meus sentimentos. Nada mais pela metade! Obrigado por seus serviços por enquanto, até mais.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Auto apresentação:
Angelica, prazer!
Meu maior problema na vida é ter humor bipolar. Cria-se um monte de eu's dentro de mim mesma que vira uma guerra aqui dentro, uma discordancia, que você não tem noção. Fora isso, eu sou feliz na maior parte do tempo.
Eu gosto de desenho animado e sorvete.
E mais que tudo assisti desenho animado chupando sorvete.
E eu amo meus amigos. Os de antes e os de agora.
Porque amigo não se encaixa no espaço tempo. Amigo é amigo e ponto final!
Vamos ser amigos?
Meu maior problema na vida é ter humor bipolar. Cria-se um monte de eu's dentro de mim mesma que vira uma guerra aqui dentro, uma discordancia, que você não tem noção. Fora isso, eu sou feliz na maior parte do tempo.
Eu gosto de desenho animado e sorvete.
E mais que tudo assisti desenho animado chupando sorvete.
E eu amo meus amigos. Os de antes e os de agora.
Porque amigo não se encaixa no espaço tempo. Amigo é amigo e ponto final!
Vamos ser amigos?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Insônia
No escuro, só duas estrelinhas fluorescentes me dizem oi.
Clic: acendo a luz.
Vejo fotos, rabiscos, um livro... sim, talvez o livro!
Vou virando página por página, em direção ao amanhecer. A cada linha, uma cor nova refletida na minha parede pelo brilho de fora que entra pela janela. Dois retângulos em mutação: azul, amarelo, laranja... Do frio para o quente, e eu, o contrário cada vez mais.
Clic: apago a luz.
Duas estrelinhas fluorescentes foram dormir.
Duas estrelinhas, apenas elas.
Clic: acendo a luz.
Vejo fotos, rabiscos, um livro... sim, talvez o livro!
Vou virando página por página, em direção ao amanhecer. A cada linha, uma cor nova refletida na minha parede pelo brilho de fora que entra pela janela. Dois retângulos em mutação: azul, amarelo, laranja... Do frio para o quente, e eu, o contrário cada vez mais.
Clic: apago a luz.
Duas estrelinhas fluorescentes foram dormir.
Duas estrelinhas, apenas elas.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Ao medo.
Foi quando construi uma casa com tijolos legendados e cimentos de sonhos. Mas veio o vento e disse que os sonhos são frágeis demais para unir tijolos com significado.
E então descobri que não são só os lugares fechados que me fazem sentir falta de ar. E que não é só o escuro que me faz querer cobrir a cabeça com a coberta e desejar dormir logo.
Oh, senhor arquiteto, o vento que faz tremer essa casinha também me amedronta. Ele quer roubar cada pedacinho, cada tijolinho.
Seremos nós, capazes de colocá-los novamente no lugar?
E então descobri que não são só os lugares fechados que me fazem sentir falta de ar. E que não é só o escuro que me faz querer cobrir a cabeça com a coberta e desejar dormir logo.
Oh, senhor arquiteto, o vento que faz tremer essa casinha também me amedronta. Ele quer roubar cada pedacinho, cada tijolinho.
Seremos nós, capazes de colocá-los novamente no lugar?
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Pra dizer que não falei dos espinhos.
Enquanto a vida caminhava bem, eu me lembrava dos sorrisos, da chuva, e do vazinho de flores da minha mãe lá em frente à imagem do Sagrado Coração de Maria que fica na estante da sala, ao lado da TV, onde na maioria das vezes a gente busca o contrario que essa imagem, ali ao lado representa.
Paralelos. E incompatíveis ao mesmo tempo.
Mas mesmo assim me lembrava.
Porém quando a vidinha virava de ponta cabeça (na verdade movia lá seus 2 graus de ângulo e olhe lá), nem sorriso, nem chuva, nem flores, muito menos o Sagrado Coração e tudo o que ele representa... nada me lembrava as boas coisas. As doces coisas. Sim, pare e pense bem, elas tem gosto. E cheiro.;
Só me lembrava o miojo ruim que eu tive que comer no verão de 2005 por causa de uma intoxicação alimentar, lá na praia. E do meu joelho machucado, que não pode mais jogar vôlei. E de mais um zilhão de coisas.
Pra dizer que não falei das flores... Porém na verdade não falamos dos espinhos. Que são necessários. Tem seus propósitos. E que precisamos aprender a aceitar. Lembra-se menos do gosto ruim do miojo quando se faz isso. E da dor no joelho também, mas NÃO, eu ainda não desisti do vôlei, nem de tocar violão, que já é uma outra história...
Uma flor e um espinho. Caminhando e cantando.
Paralelos. E incompatíveis ao mesmo tempo.
Mas mesmo assim me lembrava.
Porém quando a vidinha virava de ponta cabeça (na verdade movia lá seus 2 graus de ângulo e olhe lá), nem sorriso, nem chuva, nem flores, muito menos o Sagrado Coração e tudo o que ele representa... nada me lembrava as boas coisas. As doces coisas. Sim, pare e pense bem, elas tem gosto. E cheiro.;
Só me lembrava o miojo ruim que eu tive que comer no verão de 2005 por causa de uma intoxicação alimentar, lá na praia. E do meu joelho machucado, que não pode mais jogar vôlei. E de mais um zilhão de coisas.
Pra dizer que não falei das flores... Porém na verdade não falamos dos espinhos. Que são necessários. Tem seus propósitos. E que precisamos aprender a aceitar. Lembra-se menos do gosto ruim do miojo quando se faz isso. E da dor no joelho também, mas NÃO, eu ainda não desisti do vôlei, nem de tocar violão, que já é uma outra história...
Uma flor e um espinho. Caminhando e cantando.
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