Acumula sujeira, em cada cantinho, no interior, no meu eu. Então, quando vejo que já nao cabe mais nada, peço pra que limpem, que me desacumulem. E eles pegam uma mangueira de jardim, e tudo de ruim escoa pelo canto dos meus olhos.
Então, deixem que a sujeira saia em paz, deixem que a água venha molhar todo meu rosto, uma vez ou outra, afinal. E é só isso, mais nada.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Borboleta
É como um processo. Fica recolhido a maior parte da vida, escondido, se alimentando, sem ninguem ver. E então chega uma hora que se fecha, porque o medo do mundo cria o casulo, onde ele possa se esconder. Por lá fica, só se preparando, ou só esperando ser preparado. E então, chega a hora. Ele não quer, está acostumado a fiquer quetinho, acomodado com o casulo, mas sabe que chegou a hora de sair. E se esforça, rompe a casca do medo e sai voando. E percebe que não é tão ruim assim, e que pode se arriscar a ir cada vez mais alto, e mais alto...
Será assim afinal, como o meu, todo coração de menina?
Será assim afinal, como o meu, todo coração de menina?
Surpreendida.
Foi num só golpe que peguei teu olhar em mim, freiei o medo do pensamento e apanhei a lagrima que ia cair e rolar pelo meu rosto até esconder o sorriso que, em meio a isso tudo, nem tive tempo de tentar esconder.
Assinar:
Postagens (Atom)
