Quantas cartas digitalizadas são precisas para valer uma escrita, daquelas que a gente guarda numa caixa de recordações?
Essas caixas que voce têm por toda parte do quarto, um quarto todo de caixinhas. Um quarto que é uma caixinha, onde minhas lembranças são guardadas, como papeizinhos coloridos, cada um com uma frase, um dia, um sorriso diferente.
Num mundo que eu não escolhi, tem um caminho que eu pude inventar. Só inventei porque sei que no fim, só eu vou saber por onde voltar. E assim, só vou trazer comigo quem eu quero.
Nesse mundo que eu nao escolhi, eu sinto falta de quando você vinha me tocar com a ponta dos seus dedos mágicos, só pra me dizer que esse mundo pode sim, ser do jeito que nós queremos.
E a sua magia atravessa às vezes a tela do meu computador, faz trazer suas cores. Os seus tons, só seus, que eu ja decorei faz tanto tempo.
Há ainda tanto tempo..
Que talvez seja pouco para recuperar os nossos tempos. Um pesadelo, por volta e meia, vem me dizer que já é tarde demais, que o tempo que é muito, para nós se esgotou. Que o tempo, por muito, traz também muitos outros. Esses outros, seres que ganham os corações e nao deixam espaço para espaços antigos, e fim!
Mas eu sempre acordo e vou ler um livrinho do menino de cabelos dourados que não me deixa mais esquecer o que realmente nos importa. Vejo com o coração.
E assim reaprendo a cada pesadelo que a saudade, mesmo que de uma forma ruim, ainda sim é uma forma de amor.
Porém, só o que queria que todo mundo entendesse, enfim, nesse mundo que nós nunca escolhemos, é que talvez eu só preciso de pontas de dedos mágicos, uma vez ou outra sequer. Que eu só preciso que me compartilhe alguns desses seus pedacinhos. Pois, tudo fica mais belo, e útil, quando pelo meu mundo, vem a passar o seu coração...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Déjà Vu
Essa noite, veio de novo o menino do violão com sua nova música feita pra mim. Nem me lembro da música, nem me lembro onde eu etava. Só lembro que ele me disse o quanto meus olhos estavam tristes aquela noite. E antes que ele perguntasse qualquer coisa, resolvi logo acordar.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Intimidade
E então eu comecei a falar. Sobre o dia, sobre o tempo, sobre o passarinho que passou pela janela.
Falei até do que sei que você já está cansado de ouvir. Falei tanto até a boca ficar seca, e ainda assim, continuei a falar. Foi uma letra atrás da outra, todas se juntando pra formar tantas, mas tantas palavras. Quantas mais possíveis, pra que eu pudesse formar um muro entre eu e você, pra que eu pudesse me esconder.
Mas então, quando pensava em mais tantas palavras, você de um golpe só quebrou meu muro e fez silêncio em mim.
E eu, que não tinha mais onde me esconder, só quis feichar os olhos, mas nem isso você me permitiu:
- 'Dexa aberto as tuas portas, que eu vou entrar aí dentro pra nunca mais você precisar dormir com as luzes acesas'
Falei até do que sei que você já está cansado de ouvir. Falei tanto até a boca ficar seca, e ainda assim, continuei a falar. Foi uma letra atrás da outra, todas se juntando pra formar tantas, mas tantas palavras. Quantas mais possíveis, pra que eu pudesse formar um muro entre eu e você, pra que eu pudesse me esconder.
Mas então, quando pensava em mais tantas palavras, você de um golpe só quebrou meu muro e fez silêncio em mim.
E eu, que não tinha mais onde me esconder, só quis feichar os olhos, mas nem isso você me permitiu:
- 'Dexa aberto as tuas portas, que eu vou entrar aí dentro pra nunca mais você precisar dormir com as luzes acesas'
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