Um dia abri uma caixinha e apanhei várias palavras soltas. Entre elas, notei que algumas lutavam, sem sucesso, para expressar seu significado.
Olhei o 'amor' e a 'saudade', e vi quão pequenininhas eram, comparadas com o que eu sentia ao lembrar que tenho uma estrela, e um moço me esperando nela.
As escolhi então como minhas favoritas.
Peguei o resto das palavras e com elas escrevi várias cartas. Não só pro moço, mas a todos que estas novas palavras favoritas me faziam lembrar.
E as guardei na mesma caixa. E a deixei em algum lugar do meu guarda-roupa.
E este so tornou o lugar mais bonito e intocável do meu quarto. E o medo já não pode entrar mais.
(...)
Queridas palavras, mesmo sendo úteis às minhas cartas, sinto dizer que não devo utiliza-las novamente, pois àqueles que me são importantes, devo encontrar uma forma mais eficaz de lhes mostrar meus sentimentos. Nada mais pela metade! Obrigado por seus serviços por enquanto, até mais.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário