quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Carta para a Querida Karina

Quantas cartas digitalizadas são precisas para valer uma escrita, daquelas que a gente guarda numa caixa de recordações?
Essas caixas que voce têm por toda parte do quarto, um quarto todo de caixinhas. Um quarto que é uma caixinha, onde minhas lembranças são guardadas, como papeizinhos coloridos, cada um com uma frase, um dia, um sorriso diferente.
Num mundo que eu não escolhi, tem um caminho que eu pude inventar. Só inventei porque sei que no fim, só eu vou saber por onde voltar. E assim, só vou trazer comigo quem eu quero.
Nesse mundo que eu nao escolhi, eu sinto falta de quando você vinha me tocar com a ponta dos seus dedos mágicos, só pra me dizer que esse mundo pode sim, ser do jeito que nós queremos.
E a sua magia atravessa às vezes a tela do meu computador, faz trazer suas cores. Os seus tons, só seus, que eu ja decorei faz tanto tempo.
Há ainda tanto tempo..
Que talvez seja pouco para recuperar os nossos tempos. Um pesadelo, por volta e meia, vem me dizer que já é tarde demais, que o tempo que é muito, para nós se esgotou. Que o tempo, por muito, traz também muitos outros. Esses outros, seres que ganham os corações e nao deixam espaço para espaços antigos, e fim!
Mas eu sempre acordo e vou ler um livrinho do menino de cabelos dourados que não me deixa mais esquecer o que realmente nos importa. Vejo com o coração.
E assim reaprendo a cada pesadelo que a saudade, mesmo que de uma forma ruim, ainda sim é uma forma de amor.
Porém, só o que queria que todo mundo entendesse, enfim, nesse mundo que nós nunca escolhemos, é que talvez eu só preciso de pontas de dedos mágicos, uma vez ou outra sequer. Que eu só preciso que me compartilhe alguns desses seus pedacinhos. Pois, tudo fica mais belo, e útil, quando pelo meu mundo, vem a passar o seu coração...

Um comentário:

  1. Foi tão lindo que li umas 5 vezes *-*'
    Fiquei totalmente sem palavras para explicar, cada vez que li senti um sentimento novo. . .
    Obrigada por ser assim, irmã! Obrigada por, mesmo longe, estar junto de mim.

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